O Neurologista Veterinário é o especialista que trata das doenças de todo o sistema nervoso, seja ele central (cérebro, cerebelo e medula espinhal) ou periférico (gânglios e nervos). Um especialista da área é capacitado para realizar diagnósticos e procedimentos adequados para a cura ou minimização dos quadros adversos, aumentando a chance de recuperação e promovendo o bem-estar e qualidade de vida dos nossos pets.
Com o compromisso de proporcionar qualidade de vida aos pets, o Dr. Luiz Silva utiliza abordagens inovadoras para o segmento e combina tecnologia de ponta, inteligência e atendimento individualizado para garantir precisão, segurança e uma recuperação otimizada de seus pacientes.
Sempre nessa perspectiva, foi pioneiro ao adotar a neuronavegação para suas cirurgias cerebrais; e principalmente, se tornará em breve o primeiro cirurgião veterinário do Brasil – e o terceiro do mundo – a realizar cirurgias veterinárias endoscópicas de coluna.
Essa cirurgia de abertura do crânio para acessar tumores cerebrais, abscessos ou hematomas realizada por neuronavegação, revoluciona a neurocirurgia veterinária, proporcionando precisão milimétrica na abordagem de lesões cerebrais e medulares, o que garante maior precisão cirúrgica, menor tempo cirúrgico, redução de danos aos tecidos saudáveis doo cérebro e recuperação mais rápida.
Implantação de um shunt ventriculoperitoneal para drenar excesso de líquido cefalorraquidiano. Indicado para raças braquicefálicas, como Chihuahua e Bulldog Francês.
As cirurgias endoscópicas de coluna são ideiais para o tratamento de hérnias de disco e compressões leves/moderadas. E tem inúmeros benefícios para os pets, como redução do trauma cirúrgico e acelera a recuperação do pet.
(Hemilaminectomia, Ventral Slot, Pediculectomia)
Utilizada para remover discos intervertebrais degenerados que comprimem a medula.
(Espondilose, Luxação Atlantoaxial, Síndrome de Wobbler)
Correção de instabilidades vertebrais com placas, parafusos ou implantes.
Cirurgia para aliviar a pressão na medula causada por traumas e hematomas.
Existem ainda diversos outros tipos de cirurgias possíveis, como as cirurgias de nervos periféricos. No entanto, essas são as mais comuns.
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As alterações neurológicas podem apresentar uma grande quantidade de sintomas. Podem ser divididas em doenças que acometem o sistema nervoso central e doenças que acometem o sistema nervoso periférico.
Aqui a Neurologia tem uma congruência muito grande com a Ortopedia. Afinal, muitas vezes, trata-se da mesma região. Entre os sintomas de alterações estão:
Não há uma forma muito clara de se evitar problemas neurológicos em cães, mas é possível estimulá-los e despertar a sua curiosidade.
Exames neurológicos básicos não causam nenhum tipo de dor ao animal.
Essa doença é caracterizada por convulsões recorrentes, que podem ser de origem hereditária ou adquirida – como após acidentes ou doenças como viroses, leucemia felina (em gatos) ou traumas crânio-encefálicos. Durante a convulsão, além dos movimentos involuntários, pode ocorrer micção e defecação, salivação excessiva e até mesmo perda de consciência. Nesse momento, tudo o que se pode fazer é manter o animal em segurança afastando tudo o que pode machucar o pet. Não assopre o focinho, não coloque a mão na língua, nem assopre o focinho. Isso pode resultar em mordidas e ainda piorar o quadro do animal. Mas uma vez que a convulsão aconteça e termine, o mais importante é levar o animal a um veterinário para uma avaliação cuidadosa para se determinar a origem do problema e fazer a indicação da melhor medicação e tratamento para o caso.
Se o seu pet ficar inconsciente e se contorcer no chão, há probabilidade de ser um acidente vascular encefálico. As causas são similares ao A.V.E. em humanos: obstrução dos vasos sanguíneos, resultando em isquemia, ou pela ruptura das paredes dos vasos sanguíneos, ocasionando hemorragia cerebral. Mas, diferentemente do humano, as chances de recuperação com sequelas mínimas ou ausentes são bem grandes.
Esse problema ocorre geralmente em cães mais idosos, sendo mais incidente em cães com histórico de hipertensão arterial. As prioridades durante o tratamento de um derrame em pet é minimizar o inchaço no cérebro e maximizar a entrada de oxigênio ao cérebro. Isto será feito por meio de cuidados médicos e medicações. Portanto, ao suspeitar de um A.V.E. leve seu pet imediatamente ao médico veterinário.
A Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC) é como o Alzheimer nos humanos. Cães e gatos com essa disfunção mostram-se confusos em situações conhecidas: se perdem dentro de sua própria casa, olham fixo no espaço, ficam presos em espaços apertados, vão para a porta errada na hora de sair, andam sem direção e podem até não reconhecer membros da sua família. Também costumam dormir mais durante o dia e ficar acordado à noite, chorar, latir, uivar e arranhar o chão. A principal causa da SDC é a formação de depósitos de substância beta-amiloide em diversas áreas do tecido cerebral. O diagnóstico da SDC é clínico, isto é, não existem exames que confirmem a doença. Por isso é fundamental excluir outras causas de alterações no comportamento do animal, como tumores, doenças degenerativas ou autoimunes, dor, etc. Essa síndrome tem controle e, apesar de não ter cura, pode aumentar muito a qualidade de vida e retardar a progressão da doença.
As intoxicações mais comuns em cães e gatos que apresentam manifestações neurológicas, são causadas por ingestão ou contato com inseticidas/pesticidas, como por exemplo o “chumbinho” que tem venda proibida no Brasil. Há tremores musculares generalizados, acompanhados ou não de vômito e diarreia, além de convulsões. O atendimento é emergencial, podendo haver reversão do quadro dependendo da dose ingerida, tamanho do animal e tempo decorrente entre a ingestão do produto e o atendimento.
Geralmente esse quadro está associado a situações de múltiplos traumas, como atropelamentos, quedas ou ataques de cães. No trauma da medula espinal geralmente há dificuldade temporária ou permanente em andar com um ou mais membros. Já os sintomas de trauma crânio-encefálico podem variar de acordo com a extensão da lesão, prevalecendo confusão mental, cegueira, convulsões, alterações na marcha e até mesmo coma ou falta parcial ou total de reação a estímulos. A rapidez no diagnóstico e na instituição do tratamento podem ser decisivos na recuperação do animal. Portanto, ao menor sinal de trauma, leve seu animal ao veterinário.
A vacinação é a medida preventiva mais eficaz contra a cinomose e a raiva. Não deixe de vacinar seu pet quando filhote e, depois, anualmente.
A Cinomose é uma doença viral que acomete cães não vacinados principalmente no seu primeiro ano de vida, mas pode atingir animais não imunizados que estejam fragilizados em qualquer idade. Não é uma zoonose, isto é, não é transmitida do animal para o humano – mas pode ser transmitida de um cão para outro por via aérea ou por contato com objetos do portador.
A cinomose é uma doença sistêmica que causa falha em diversos órgãos. O cão com essa doença apresenta perda de apetite, febre, diarreia, vômito, dificuldade para respirar, corrimento ocular e, de acordo com o avanço da doença, chega ao sistema neurológico, provocando “tiques nervosos”, convulsões e paralisia. Pode levar o animal afetado ao óbito, com duração variável da doença, entre 1 semana até vários meses.
A raiva é uma zoonose infecciosa bastante conhecida. É transmitida tanto para outros animais quanto para o humano pelo contato com a saliva de um cão doente, através de mordeduras e lambedura de mucosas, não sendo necessário contato direto com a corrente sanguínea.
Entre os principais sintomas da raiva estão: confusão mental; desorientação; alucinações; convulsões; dificuldade de deglutição; paralisia motora; espasmos; salivação excessiva; e mudança de comportamento com agressividade na raiva furiosa e depressão na raiva muda, além de salivação excessiva e paralisia. Ainda há o tipo mais raro da doença: a raiva intestinal, em que o pet não apresenta agressividade ou paralisia, mas tem vômitos e cólicas.
A raiva apresenta raríssimos casos de cura sendo praticamente letal em 100% dos casos. Para não chegar a esse ponto,vacine seu pet contra a raiva.
Meningite é a inflamação das meninges – que são as três membranas que cobrem e protegem o cérebro e a medula espinhal. A doença também pode resultar de infecções virais, fúngicas ou parasitárias. No entanto, outro tipo de meningite conhecida como meningite responsiva esteróide (SRM) está se tornando cada vez mais comum em raças de cão. Especialistas não têm certeza sobre o que causa essa condição, mas eles acreditam que possa ser uma doença auto-imune.
Embora a meningite possa afetar qualquer cão, as raças Pug, Terrier Maltês e o Beagle são mais suscetíveis a ela. Filhotes recém-nascidos também são mais propensos a desenvolver esta condição do que os adultos.
Os sintomas mais comuns são perda de coordenação, febre, perda de apetite, agitação e confusão, mudança de comportamento e rigidez nos músculos do pescoço.
O diagnóstico é feito com ressonância magnética. O tratamento varia de acordo com a origem do problema. Quanto mais cedo a meningite for diagnosticada maiores são as chances de cura e minimização das sequelas.
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